quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Comparando WAP , SMS e uso de GPRS.

Há muita confusão sobre o que é melhor em aplicações móveis:
  • a maioria pensa que tudo vai em direção ao WAP,
  • outros pensam que SMS é capaz de resolver qualquer coisa (até m-payment),
  • e alguns poucos lembram do uso de pacotes da dados a partir de aplicativos embarcados no celular.
É importante comparar tais tecnologias e verificar o que de fato é possível, o que é bom e o que não dá certo, especialmente para soluções corporativas/empresariais. Atualmente as redes corporativas usam diferentes alternativas, sendo a mais simples, por exemplo, o envio de mensagens curtas aos clientes - SMS, com pequenos avisos ou informações.

Já o uso de WAP foi uma tentativa das redes móveis para acessar conteúdos já disponíveis em portais WEB. Como a maioria das corporações já dispunha de tais portais, consideraram natural abrir tal conteúdo via WAP, mas isso tem se mostrado de difícil uso (pois as plataformas são muito diferentes) e também há um custo grande para o usuário final junto à sua operadora.

Penso que a tendência é a de criar “navegadores exclusivos”, ou seja, aplicativos que vão embarcados nos aparelhos dos clientes, e que são capazes de “navegar” num determinado menu de serviços. Com isso a usabilidade é melhor, o processamento mais rápido e mais focado no usuário.

Algumas comparações entre serviços com WAP, GPRS e SMS:

WAP
São as iniciais de Wireless Application Protocol. É um protocolo para permitir acesso à internet a partir de um celular. Deve haver um browser no aparelho. Sites específicos são denominados WAP sites.

GPRS/EDGE
GPRS é a sigla para General Packet Radio Services (e EDGE é uma melhoria, Enhanced Data rates for GSM Evolution) . É um serviço para transmissão de dados que é utilizado pelo WAP, SMS, MMS e outros aplicativos de comunicação com a Internet, inclusive VoIP no futuro.

SMS
SMS é a sigla para Short Message Service, ou serviço de mensagens curtas, também chamado de “torpedo”. Está limitado a 160 caracteres.


Como é o Acesso (lado do usuário móvel):

WAP
Para operar o sistema, o usuário precisa estar em área de cobertura, deve digitar o endereço URL, aguardar conexão e ver a página WAP. Se houver descontinuidade, a página WAP é perdida e deve-se começar o processo novamente.

GPRS/EDGE
Para usar o sistema, o usuário deve possuir aplicativo instalado no aparelho (celular). Ele opera o aplicativo e apenas precisa estar em área de cobertura quando envia/recebe informações. Se houver qualquer descontinuidade, os dados recebidos não são perdidos.

SMS
Para mandar mensagens o usuário deve digitar o texto e depois o número do destinatário. O recebimento é quase automático, mas para receber mensagens especiais, deve “contratar” serviços. As mensagens ficam gravadas na memória do aparelho ou do cartão SIM.


Qual é a Infra-estrutura central:

WAP
Qualquer site atual pode ser acessado via WAP, mas para uma melhor visualização pelo usuário, deve-se construir WAP sites no servidor.

GPRS/EDGE
Qualquer banco de dados pode ser acessado via GPRS, mas deve-se construir WEB Services para que o acesso seja seguro e direcionado.

SMS
Envios de SMS exigem a criação de plataformas para gerar mensagens automáticas e coordenar o envio entre diversas operadoras.


Conteúdos:

WAP
Na conexão WAP todos os conteúdos são carregados a cada acesso (logos, figuras, caracteres), o que representa uma quantidade grande de dados “inúteis” para o usuário, custeados por ele.

GPRS/EDGE
Aplicativos que usam GPRS podem manter conteúdos no aparelho, e apenas carregam os dados necessários a cada operação, permitindo enorme agilidade, segurança e baixíssimo custo para o usuário.

SMS
Limitado a 160 caracteres, o que tem função apenas para informações rápidas, alarmes e envio de links para, por exemplo, download de aplicativos.


Softwares:

WAP
O aparelho deve dispor de browser WAP, o que já está disseminado. O browser tenta “adaptar” a tela para o WAP site, o que nem sempre é uma boa experiência devido à multiplicidade de tipos de telas, prejudicando a usabilidade, mesmo em smartphones.

GPRS/EDGE
Aplicativos escritos em JAVA, por exemplo, ficam embarcados nos aparelhos, e conectam por IP com os sistemas centrais. Mudanças de tecnologias de acesso, por exemplo EDGE, não afetam o aplicativo, que é independente desta camada. Aplicativos JAVA se adaptam naturalmente à tela de cada aparelho, permitindo melhor usabilidade.

SMS
Aparelhos já vêm com software de leitura e envio de SMS.


Usabilidade / ergonomia:

WAP
Em geral muito ruim devido ao tempo longo de conexão, variação de telas e menus, descontinuidades de área de cobertura.

GPRS/EDGE
Depende da construção do aplicativo que utilizar GPRS. Pode ser construído para cada necessidade, e como em geral o acesso é rápido, o usuário tem maior satisfação.

SMS
Fácil, porém com conteúdo extremamente limitado.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Inteligência em redes móveis

Na Fazion desenvolvemos os seguintes conceitos sobre inteligência em redes móveis:

O primeiro conceito a se discutir nessa área é o da separação entre o que é infra-estrutura de telecomunicações, e o que é aplicação. Entendemos que deve haver uma separação clara entre tais camadas, objetivando com isso a mínima interferência das mudanças tecnológicas de uma camada na outra.

A segunda separação importante se dá entre o tipo de aplicação que roda no dispositivo móvel, e aquela que roda em sistemas centrais, tais como servidores e bancos de dados. Também neste caso as mudanças, melhorias e alterações de uma e outra devem ser, tanto quanto possível, independentes.

A terceira separação, fundamental para o sucesso em mobilidade, está entre o paradigma da Internet e as páginas WEB, de um lado, e o novo paradigma das redes móveis, do outro.

Quanto maior a distância, em um novo sistema, estabelecida por tais “graus de independência”, maior o sucesso das novas aplicações em redes móveis.